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	<title>Ralph Almeida - SEO, Otimização, Design &#187; scroogled</title>
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	<description>SEO, SEM, Design, etc</description>
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		<title>Scroogled &#8211; Um curioso texto sobre nossa privacidade online vista pelo Google</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 16:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[scroogled]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir Ã© de autoria de Cory Doctorow, com TraduÃ§Ã£o/adaptaÃ§Ã£o para PortuguÃªs de Carlos Martins. Ã‰ um curioso texto que nos leva a pensar sobre nossa privacidade online. Sobre todas as informaÃ§Ãµes que simplesmente fornecemos todos os dias ao Google, que retÃªm em seus servidores TUDO o que fazemos na Web. Desde nossas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto a seguir Ã© de autoria de <a href="http://craphound.com/bio.php" target="_blank" onclick="javascript:urchinTracker('/outbound/craphound.com');">Cory Doctorow</a>, com  TraduÃ§Ã£o/adaptaÃ§Ã£o para PortuguÃªs de <a href="http://osvelhotesdosmarretas.blogspot.com/" target="_blank" onclick="javascript:urchinTracker('/outbound/osvelhotesdosmarretas.blogspot.com');">Carlos Martins.</a></p>
<p>Ã‰ um curioso texto que nos leva a pensar sobre nossa privacidade online. Sobre todas as informaÃ§Ãµes que simplesmente fornecemos todos os dias ao Google, que retÃªm em seus servidores TUDO o que fazemos na Web. Desde nossas buscas, contatos, documentos, gostos, etc.</p>
<p>Vale a pena ler.</p>
<p><strong>Scroogled </strong></p>
<p>â€œDÃªem-me seis linhas escritas pelo mais honrado dos Homens, e encontrarei nelas uma desculpa para o enforcar.â€ â€” Cardeal Richelieu</p>
<p>â€œNÃ£o sabemos o suficiente sobre si.â€ â€”CEO do Google Eric Schmidt</p>
<p>Greg aterrou no Aeroporto Internacional de SÃ£o Francisco Ã s 8h da tarde, mas pela altura em que finalmente chegou Ã  frente da fila para a alfÃ¢ndega, jÃ¡ passava da meia-noite. Tinha saÃ­do da cabina da primeira classe, bronzeado perfeito, a barba por fazer, depois de um mÃªs de praia no Cabo (mergulhando trÃªs dias por semana, seduzindo estudantes Francesas no resto do tempo.) Quando tinha saÃ­do da cidade, um mÃªs antes, era um destroÃ§o andante de ombros descaÃ­dos e barrigudo. Agora, era um deus bronzeado, que atraÃ­a olhares das hospedeiras na frente do aviÃ£o.</p>
<p><span id="more-68"></span></p>
<p>Depois de quatro horas na fila para a alfÃ¢ndega, tinha novamente passado de deus a mero mortal. O seu aspecto admirÃ¡vel estava gasto, suor escorria pelo rego do seu traseiro, e os seus ombros e pescoÃ§o estavam tÃ£o tensos que o seu tronco parecia uma raquete de tÃ©nis. A bateria do seu iPod jÃ¡ se tinha esgotado hÃ¡ muito, deixando-o sem nada para fazer senÃ£o escutar a conversa do casal de meia-idade que se encontrava Ã  sua frente.</p>
<p>â€œAs maravilhas da tecnologia moderna,â€ disse a mulher, referindo-se a um sinal que estava por perto: ImigraÃ§Ã£o â€“ Powered by Google.</p>
<p>â€œNÃ£o era suposto comeÃ§arem apenas no prÃ³ximo mÃªs?â€ disso o homem, que alternadamente usava e segurava um sombrero de grandes dimensÃµes.</p>
<p>Googlando na fronteira. Jesus. Greg tinha vendido todas as suas acÃ§Ãµes do Google seis meses antes, esperando aproveitar algum tempo para si prÃ³prio â€“ algo que se revelou menos recompensador do que ele esperava. Na maior parte do tempo dos cinco meses que se seguiram, deu consigo a arranjar os PCs dos amigos, ver TV durante o dia, e ganhando quase 5Kg de peso, que culpava ser devido ao tempo que passava em casa em vez de estar no Googleplex, seguindo o seu programa fÃ­sico de 24h no ginÃ¡sio.</p>
<p>Ele jÃ¡ devia ter imaginado. O governo dos Estados Unidos tinha estourado $15 biliÃµes de dÃ³lares num programa para capturar impressÃµes digitais e fotografias nas fronteiras, sem que tivesse apanhado um Ãºnico terrorista. Era Ã³bvio que o sector pÃºblico nÃ£o estava equipado para proceder a essas pesquisas de forma adequada.</p>
<p>O agente da DHS (Departamento de SeguranÃ§a Nacional) observava as malas que tinha Ã  sua frente, enquanto ia espreitando o que se passava no seu ecrÃ£, vagarosamente carregando nas teclas com os seus dedos gordos como salsichas. NÃ£o admirava que estivesse a demorar 4h para sair do raio do aeroporto.</p>
<p>â€œBoa noite,â€ disse Greg, entregando o seu passaporte suado ao agente. O agente grunhiu algo e passou-o no leitor, olhando para o ecrÃ£ enquanto batia com os dedos. Ele tinha uns restos de comida ressequida no canto da sua boca, e a sua lÃ­ngua ia saindo e lambendo o que restava.</p>
<p>â€œQuer dizer-me sobre Junho de 1998?â€</p>
<p>Greg olhou para ele e disse. â€œDesculpe?â€</p>
<p>â€œVocÃª colocou uma mensagem em alt.burningman a 17 de Junho de 1998, sobre os seus planos para ir a um festival. Perguntou â€˜SÃ£o os shrooms assim tÃ£o mÃ¡ ideia?â€™â€</p>
<p>O interrogador na sala de controlo era um homem mais velho, tÃ£o magro que parecia que tinha sido esculpido de madeira. As suas perguntas iam muito mais alÃ©m que os shrooms.</p>
<p>â€œFale-me sobre os seus hobbies. VocÃª estÃ¡ envolvido com FoguetÃµes em miniatura?â€</p>
<p>â€œO quÃª?â€</p>
<p>â€œFoguetÃµes em miniatura.â€</p>
<p>â€œNÃ£o,â€ disse Greg, â€œNÃ£o, nÃ£o estou.â€ JÃ¡ imaginando o rumo que a conversa estava a tomar.</p>
<p>O homem tomou umas notas, e carregou numas teclas. â€œÃ‰ que, pergunto isto porque vejo um grande nÃºmero de anÃºncios relacionados com foguetÃµes miniatura nos seus resultados de pesquisa e Google mail.â€</p>
<p>Greg sentiu um aperto. â€œVocÃª estÃ¡ a ver os meus resultados de pesquisas e e-mail?â€ Ele nÃ£o tocava num teclado de computador hÃ¡ mais de um mÃªs, mas sabia que o quer que tivesse introduzido naquele campo de pesquisa seria bem mais revelador do que tudo o que ele jÃ¡ tinha dito ao seu psiquiatra.</p>
<p>â€œSenhor, tenha calma, por favor. NÃ£o, nÃ£o estou a ver as suas pesquisas,â€ disse o homem em tom de gozo. â€œIsso seria anti-constitucional. NÃ³s apenas vemos os anÃºncios que aparecem quando vocÃª lÃª o seu e-mail e faz as suas pesquisas. Tenho aqui uma brochura que explica tudo. PoderÃ¡ lÃª-la quando estivermos terminados.â€</p>
<p>â€œMas os anÃºncios nÃ£o significam nada,â€ retorquiu Greg. â€œEu levo com anÃºncios para toques de telemÃ³vel da Ann Coulter sempre que recebo um e-mail de algum amigo em Coulter, Iowa!â€</p>
<p>O homem acenou em concordÃ¢ncia. â€œEu sei. E Ã© exactamente por isso que estou aqui a falar consigo. Porque acha que estes anÃºncios sobre foguetÃµes em miniatura aparecem tÃ£o frequentemente?â€</p>
<p>Greg pÃ´s os neurÃ³nios em funcionamento. â€œOra bem, faÃ§a isto. Procure por â€˜fanÃ¡ticos do cafÃ©.â€™â€ Ele era um membro bastante activo do grupo, ajudando-os a lanÃ§ar o seu site e o serviÃ§o cafÃ©-do-mÃªs. A mistura que iam lanÃ§ar chamava-se Jet Fuel. â€œJet Fuelâ€ e â€œlanÃ§amentoâ€ â€“ isso faria com que o Google enchesse a pÃ¡gina com anÃºncios de modelos de foguetÃµes.</p>
<p>Estavam jÃ¡ na recta final quando o homem esculpido de madeira encontrou as fotos do Halloween. Estavam enterradas na terceira pÃ¡gina dos resultados da pesquisa por â€œGreg Lupinski.â€</p>
<p>â€œEra uma festa com o tema da Guerra do Golfo,â€ disse ele.</p>
<p>â€œE vocÃª estÃ¡ vestido deâ€¦?â€</p>
<p>â€œUm bombista suicida,â€ respondeu envergonhado. Dizer aquelas palavras era assustador.</p>
<p>â€œVenha comigo, Sr. Lupinski,â€ disse o homem.</p>
<p>Quando foi libertado jÃ¡ passava das 3h da manhÃ£. As suas malas esperavam por ele ao lado do tapete de transporte. Quando pegou nelas apercebeu-se que tinham sido inspeccionadas, e fechadas sem qualquer cuidado. A sua roupa espreitava por todos os cantos.</p>
<p>Quando regressou a casa, descobriu que todas as suas estatuetas falsas do perÃ­odo prÃ©-colombiano tinham sido estilhaÃ§adas, e a sua camisa mexicana de algodÃ£o branco acabada de comprar tinha uma opressiva pegada mesmo no meio. As suas roupas jÃ¡ nÃ£o cheiravam a MÃ©xico, cheiravam a aeroporto.</p>
<p>Ele nÃ£o se ia deitar. De forma alguma. Ele precisava falar acerca disto. SÃ³ havia uma pessoa que o podia entender. Felizmente, ela ainda costumava estar acordada a esta hora.</p>
<p>Maya tinha comeÃ§ado a trabalhar no Google dois anos depois de Greg. Tinha sido ela a convence-lo a ir ao MÃ©xico depois de vender as acÃ§Ãµes: A qualquer sÃ­tio, disse ela, onde pudesse reiniciar a sua existÃªncia.</p>
<p>Maya tinha dois labradores gigantes castanhos, e uma namorada com muita, muita paciÃªncia chamada Laurie que aturava tudo excepto ser arrastada pelo parque Ã s 6h30 da manhÃ£ por 160Kg de canÃ­deos espalhando baba por todos os cantos.</p>
<p>Maya preparou-se para agarrar no seu Mace Ã  medida que Greg corria em sua direcÃ§Ã£o, depois parou e abriu os seus braÃ§os, largando a trela. â€œOnde estÃ¡ o resto de ti? Meu, estÃ¡s mesmo bom!â€</p>
<p>Ele abraÃ§ou-a de volta, apercebendo-se subitamente do seu odor corporal apÃ³s uma noite de Googling invasivo. â€œMaya,â€ disse ele, â€œque sabes sobre o Google e o DHS?â€</p>
<p>Assim que ele fez a pergunta ela mudou de atitude. Um dos cÃ£es comeÃ§ou a chiar. Ela olhou em redor, e depois fez sinal em direcÃ§Ã£o aos courts de tÃ©nis. â€œNo topo daquele poste de iluminaÃ§Ã£o; nÃ£o olhes,â€ disse ela. â€œAquele Ã© um dos nossos pontos de acesso WiFi municipais. Tem uma webcam com lente grande angular. NÃ£o fales virado na sua direcÃ§Ã£o.â€</p>
<p>No grande esquema das coisas, nÃ£o tinha custado muito ao Google para colocar webcams por toda a cidade. Especialmente quando comparado com a capacidade de distribuir anÃºncios de acordo com onde as pessoas se sentam. Greg nÃ£o tinha prestado muita atenÃ§Ã£o quando todas aquelas cÃ¢maras em todos os pontos de acesso foram tornadas pÃºblicas â€“ durante um dia houve um frenesim com toda a gente a brincar com aquele novo brinquedo, fazendo zoom em vÃ¡rias zonas de prostituiÃ§Ã£o, mas rapidamente a excitaÃ§Ã£o se dissipou.</p>
<p>IncrÃ©dulo, Greg murmurou, â€œEstÃ¡s a gozar.â€</p>
<p>â€œVem comigo,â€ disse ela, virando-se para longe do poste.</p>
<p>Os cÃ£es nÃ£o estavam contentes com a reduÃ§Ã£o do seu passeio e mostravam o seu desagrado na cozinha enquanto Maya fazia cafÃ©.</p>
<p>â€œNegociamos um acordo com o DHS,â€ disse ela, procurando o leite. â€œEles concordaram em deixar de cheirar os nossos registos, e nÃ³s concordamos em deixÃ¡-los ver os anÃºncios mostrados a cada utilizador.â€</p>
<p>Greg ficou doente. â€œPorquÃª? NÃ£o me digas que o Yahoo tambÃ©m jÃ¡ fazia issoâ€¦â€</p>
<p>â€œNÃ£o, nÃ£o. Isto Ã©, sim. Claro. O Yahoo jÃ¡ fazia isso. Mas nÃ£o foi por isso que o Google alinhou. Sabes, os Republicanos odeiam o Google. Somos maioritariamente DemocrÃ¡ticos registrados, portanto estamos apenas a tentar fazer um acordo de paz com eles antes que eles nos massacrem. Isto nÃ£o Ã© I.I.P.â€-InformaÃ§Ã£o de IdentificaÃ§Ã£o Pessoal â€“ â€œÃ‰ apenas meta data. Portanto Ã© apenas ligeiramente malÃ©fico.â€</p>
<p>â€œEntÃ£o, porquÃª toda a intriga?â€</p>
<p>Maya suspirou e abraÃ§ou o labrador que pousava a sua enorme cabeÃ§a nas suas pernas. â€œOs agentes sÃ£o como piolhos. Metem-se por todo o lado. Aparecem nas nossas reuniÃµes. Ã‰ como estar a trabalhar num ministÃ©rio soviÃ©tico. Todos nÃ³s sabemos quem nÃ£o Ã© admitido, mas ninguÃ©m sabe porquÃª. Eu passei. Que sorte a minha â€“ ser lÃ©sbica aparentemente jÃ¡ nÃ£o Ã© motivo para ser eliminada. E ninguÃ©m com autorizaÃ§Ã£o se dignaria a almoÃ§ar com alguÃ©m que nÃ£o a tenha conseguido.â€</p>
<p>Greg sentiu-se muito cansado. â€œEntÃ£o acho que tive sorte em sair do aeroporto com vida. Ainda acabava â€˜desaparecidoâ€™ se tivesse corrido mal, hein?â€</p>
<p>Maya ficou a olhar para ele. Ele aguardou uma resposta.</p>
<p>â€œO quÃª?â€</p>
<p>â€œVou contar-te uma coisa, mas nunca poderÃ¡s repeti-la, estÃ¡ bem?â€</p>
<p>â€œhummmâ€¦ nÃ£o fazes parte de uma cÃ©lula terrorista, pois nÃ£o?â€</p>
<p>â€œNada de tÃ£o simples. Ã‰ assim: o escrutÃ­nio do DHS no aeroporto serve como filtro. Deixa que os agentes eliminem quem nÃ£o interessa. Uma vez que sejas levado para a sala de interrogaÃ§Ã£o secundÃ¡ria, passas a ser uma â€˜pessoa de interesseâ€™ â€“ e nunca mais te largarÃ£o. Eles pesquisarÃ£o por ti em todas as webcams. IrÃ£o ler o teu e-mail. Analisar as tuas pesquisas.â€</p>
<p>â€œPensei que tinhas dito que os tribunais nÃ£o os deixariam fazer issoâ€¦â€</p>
<p>â€œOs tribunais nÃ£o os deixarÃ£o Googlar-te indiscriminadamente. Mas depois de estares no sistema, tornas-te numa pesquisa selectiva. Tudo legal. E uma vez que comecem a pesquisar-te, encontrarÃ£o sempre algo. Todos os teus dados sÃ£o analisados em busca de â€˜padrÃµes suspeitosâ€™ usando diferenÃ§as em relaÃ§Ã£o a mÃ©dias estatÃ­sticas, para te apanharem.â€</p>
<p>Greg sentiu-se como se fosse vomitar. â€œComo Ã© que isto aconteceu? O Google era bom. â€˜NÃ£o ser mau,â€™ certo?â€ Era o lema da companhia, e para Greg isso tinha sido um factor decisivo para que levasse o seu doutoramento em CiÃªncias de ComputaÃ§Ã£o directamente de Stanford para Mountain View.</p>
<p>Maya respondeu com um riso irÃ³nico. â€œNÃ£o ser mau? Ora essa, Greg. O nosso lobby Ã© o mesmo bando de cripto-fascistas que tratou de Kerry. JÃ¡ perdemos a nossa virgindade malÃ©fica hÃ¡ muito tempo atrÃ¡s.â€</p>
<p>Ficaram em silÃªncio durante um minuto.</p>
<p>â€œComeÃ§ou na China,â€ ela prosseguiu finalmente. â€œMal colocamos os nossos servidores para o continente, eles ficaram sobre jurisdiÃ§Ã£o Chinesa.â€</p>
<p>Greg suspirou. Ele conhecia o poder do Google bem demais: De cada vez que alguÃ©m visitasse uma pÃ¡gina com anÃºncios do Google, ou usasse os mapas do Google, ou o e-mail do Google â€“ a companhia recolhia todas essas informaÃ§Ãµes.</p>
<p>Mais recentemente, o software de optimizaÃ§Ã£o de pesquisas tinha atÃ© comeÃ§ado a usar essa informaÃ§Ã£o para que os resultados apresentados fossem de encontro ao que cada utilizador individual queria. Provou ser um sistema revolucionÃ¡rio para a publicidade. Um governo autoritÃ¡rio certamente teria outros objectivos em mente.</p>
<p>â€œEstavam a usar-nos para construirmos perfis de pessoas,â€ disse ela. â€œQuando tinham alguÃ©m que quisessem prender, vinham atÃ© nÃ³s para encontrarmos uma razÃ£o para o fazer. Dificilmente hÃ¡ algo que possas fazer na Internet que nÃ£o seja ilegal na China.â€</p>
<p>Greg abanou a cabeÃ§a. â€œPorque Ã© que tiveram que colocar os servidores na China?â€</p>
<p>â€œO governo disse que nos bloquearia se assim nÃ£o fosse. E o Yahoo jÃ¡ lÃ¡ estava.â€ Ambos fizeram caretas. Algures no caminho, os empregados do Google ficaram obcecados com o Yahoo, mais preocupados com o que a concorrÃªncia fazia do que com a sua prÃ³pria companhia. â€œPortanto, fizemo-lo. Mas muitos de nÃ³s nÃ£o gostaram da ideia.â€</p>
<p>Maya bebeu mais um golo de cafÃ© e baixou a voz. Um dos seus cÃ£es cheirava insistentemente a cadeira onde Greg se sentava.</p>
<p>â€œQuase imediatamente, os Chineses pediram-nos para que censurÃ¡ssemos os resultados das pesquisas,â€ disse Maya. â€œO Google concordou. A explicaÃ§Ã£o era hilariante: â€˜NÃ£o estamos a fazer mal, estamos a fornecer um motor de pesquisa melhor aos consumidores! Se mostrÃ¡ssemos resultados que depois nÃ£o poderiam aceder, isso seria frustrante para eles. Seria uma mÃ¡ experiÃªncia para o utilizador.â€™â€</p>
<p>â€œE agora?â€ Greg empurrou o cÃ£o para longe dele. Maya olhou-o com ar magoado.</p>
<p>â€œAgora Ã©s uma pessoa de interesse, Greg. EstÃ¡s a ser Google-perseguido. Agora vives a tua vida com alguÃ©m constantemente a olhar por cima do teu ombro. Conheces a missÃ£o da empresa, certo? â€˜Organizar a InformaÃ§Ã£o Mundial.â€™ Tudo. Daqui a cinco anos saberemos quantos cagalhÃµes tens na sanita antes de puxares o autoclismo. Junta isso com a suspeiÃ§Ã£o automÃ¡tica de todos os que sejam estatisticamente considerados bandidos e estÃ¡sâ€”â€</p>
<p>â€œScroogled.â€</p>
<p>â€œCompletamente.â€ Concordou ela.</p>
<p>Maya levou os dois labradores atravÃ©s do hall para o quarto. Ele ouviu uma discussÃ£o abafada de Maya com a sua namorada, e ela voltou sozinha.</p>
<p>â€œEu consigo resolver isto,â€ disse ela num sussurro urgente. â€œDepois de os Chineses comeÃ§arem a juntar pessoas, eu e os meus colegas dedicamos o nosso tempo no projecto dos 20% a fodÃª-los. â€ (Uma das inovaÃ§Ãµes do Google era uma regra que estipulava que cada empregado devia dedicar 20% do seu tempo a projectos alternativos Ã  sua escolha.) â€œChamÃ¡mo-lo de Googlecleaner. Penetra profundamente na base de dados e normaliza-te estatisticamente. As tuas pesquisas, os teus histogramas, os padrÃµes de browsing. Tudo. Greg, eu posso Google-limpar-te. Ã‰ a Ãºnica maneira.â€</p>
<p>â€œNÃ£o quero que te metas em sarilhos.â€</p>
<p>Ela abanou a cabeÃ§a. â€œEu jÃ¡ estou condenada. Todos os dias desde que criei aquilo que tenho estado Ã  espera â€“ Ã© sÃ³ uma questÃ£o de tempo atÃ© que alguÃ©m me mencione ao DHS e, sei lÃ¡. Que faÃ§am o que quer que faÃ§am a pessoas como eu na guerra de nomes abstractos.â€</p>
<p>Greg relembrou-se do que tinha passado no aeroporto. A pesquisa. A camisa, com a pegada bem no meio.</p>
<p>â€œFaz isso,â€ disse ele.</p>
<p>O Googlecleaner funcionou perfeitamente. Greg podia dizÃª-lo pelos anÃºncios que apareciam nas suas pesquisas, anÃºncios claramente destinados a outras pessoas: Factos do Design Inteligente, Graus AcadÃ©micos On-line, Um AmanhÃ£ Livre de Terror, Filtros Anti-Pornografia, a Agenda Homossexual, Bilhetes baratos. Era o programa da Maya em funcionamento. Era Ã³bvio que a procura personalizada do Google o considerava alguÃ©m completamente diferente, um militante de direita temente a Deus.</p>
<p>O que, por ele, estava bem.</p>
<p>Depois clicou na sua lista de endereÃ§os, e descobriu que metade dos seus contactos tinha desaparecido. A sua caixa de entrada do GMail estava vazia como uma caixa de madeira comida pelas tÃ©rmitas. O seu perfil no Orkut, normalizado. O seu calendÃ¡rio, fotografias de famÃ­lia, favoritos: tudo vazio. Ele nunca se tinha apercebido o quanto dele se tinha transferido para a web e encontrado o seu caminho para um servidor do Google â€“ toda a sua identidade on-line. Maya tinha-o deixado completamente limpo; tornara-se um Homem InvisÃ­vel.</p>
<p>Greg carregou, sonolento, nas teclas do portÃ¡til ao lado da cama, trazendo o ecrÃ£ de volta Ã  vida. EsforÃ§ou-se por ficar os olhos no relÃ³gio na barra de ferramentas: 4:13! Raios, quem estaria a bater Ã  sua porta a estas horas da madrugada?</p>
<p>Gritou, â€œJÃ¡ vou!â€ numa voz esganiÃ§ada e vestiu um robe e uns chinelos. Arrastou os pÃ©s ao longo do corredor, ligando as luzes pelo caminho. Ã€ porta, espreitou pelo Ã³culo e deu com Maya a olhar de volta.</p>
<p>Tirou as correntes de protecÃ§Ã£o, destrancou a porta e abriu a porta de rompante. Maya passou por ele apressada, seguida dos seus cÃ£es e namorada.</p>
<p>Estava coberta de suor, o seu cabelo normalmente penteado colando-se aos molhos na sua testa. Esfregou os olhos, que estavam vermelhos e pintados.</p>
<p>â€œFaz uma mala,â€ disse sem fÃ´lego.</p>
<p>â€œO quÃª?â€</p>
<p>Ela agarrou-o pelos ombros. â€œFaz o que te digo,â€ disse.</p>
<p>â€œMas para onde tencionasâ€¦?â€</p>
<p>â€œProvavelmente para o MÃ©xico. Ainda nÃ£o sei. Despacha-te, raio!â€ Ela afastou-o da frente e seguiu para o quarto, onde comeÃ§ou a puxar todas as gavetas.</p>
<p>â€œMaya,â€ disse ele sÃ©rio, â€œNÃ£o vou a lado nenhum atÃ© que me digas o que se estÃ¡ a passar.â€</p>
<p>Ela olhou para ele e afastou os cabelos do seu rosto. â€œO Googlecleaner estÃ¡ vivo. Depois de te ter limpo a ti, desliguei-o permanentemente. Era demasiado perigoso para ser usado novamente. No entanto continua programado para me enviar e-mails sempre que seja executado. AlguÃ©m o usou seis vezes para limpar trÃªs contas bem especÃ­ficas â€“ sendo que todas elas pertencem a membros do ComitÃ© de ComÃ©rcio do Senado que estÃ£o para ser reeleitos.â€</p>
<p>â€œOs Googlers estÃ£o a limpar senadores?â€</p>
<p>â€œOs Googlers nÃ£o. Isto teve origem externa. O bloco do IP de origem estÃ¡ registado em D.C. E todos os IPs sÃ£o usados por utilizadores do Gmail. Adivinha a quem pertencem essas contas?â€</p>
<p>â€œEspiaste as contas do Gmail?â€</p>
<p>â€œSim. Dei uma vista de olhos pelos emails deles. Toda a gente o faz, de vez em quando, e por motivos vem piores que os meus. Mas repara, toda esta actividade estÃ¡ a ser feita pelo nosso lobby. Apenas fazendo o seu trabalho, defendendo os interesses da companhia.â€</p>
<p>Greg sentiu a pulsaÃ§Ã£o a latejar na sua cabeÃ§a. â€œDevÃ­amos contar a alguÃ©m.â€</p>
<p>â€œNÃ£o vai servir de nada. Eles sabem tudo sobre nÃ³s. Podem ver todas as nossas pesquisas. Todos os emails. Todas as vezes que passarmos por uma webcam. Quem estÃ¡ na nossa rede de amigosâ€¦ sabes que se tiveres mais de 15 amigos no Orkut, Ã© altamente provÃ¡vel que estejas a apenas 3 passos de alguÃ©m que tenha contribuÃ­do com dinheiro para uma causa â€˜terroristaâ€™? Lembras-te do aeroporto? Vais passar por aquilo tudo muitas mais vezes.â€</p>
<p>â€œMaya,â€ disse Greg, procurando orientar-se. â€œIr para o MÃ©xicoâ€¦ nÃ£o serÃ¡ exagero? Demite-te e pronto. Podemos comeÃ§ar uma nova companhia ou fazer algo do gÃ©nero. Isto Ã© uma loucura.â€</p>
<p>â€œEles vieram falar comigo hoje,â€ disse ela. â€œDois dos agentes polÃ­ticos do DHS. Demoraram horas. E fizeram-me montes de perguntas muito complicadas.â€</p>
<p>â€œSobre o Googlecleaner?â€</p>
<p>â€œSobre os meus amigos e a minha famÃ­lia. O meu histÃ³rico de pesquisas. A minha histÃ³ria pessoal.â€</p>
<p>â€œJesus.â€</p>
<p>â€œEstavam a dar-me uma mensagem. Que estÃ£o a observar todos os cliques e todas as pesquisas. Ã‰ tempo de partir. Tempo de sair fora do alcance deles.â€</p>
<p>â€œMas tens uma agÃªncia do Google no MÃ©xico, sabes disso.â€</p>
<p>â€œTemos que ir,â€ disse ela, firmemente.</p>
<p>â€œLaurie, que pensas disto?â€ perguntou Greg.</p>
<p>Laurie afagou os cÃ£es. â€œOs meus pais abandonaram a Alemanha de Leste em â€˜65. Costumavam contar-me sobre a Stasi. A polÃ­cia secreta colocava tudo sobre ti num ficheiro, se tinhas contado uma piada anti-patriÃ³tica, o que quer que fosse. Quer queiram quer nÃ£o, o que o Google fez nÃ£o Ã© diferente.â€</p>
<p>â€œGreg, vens ou nÃ£o?â€</p>
<p>Ele olhou para os cÃ£es e declinou com a cabeÃ§a. â€œAinda tenho alguns pesos que sobraram,â€ disse. â€œLevem-nos. E tenham cuidado, estÃ¡ bem?â€</p>
<p>Maya olhou-o com uns olhos capazes de o matar. No entanto, amolecendo, deu-lhe um abraÃ§o furioso.</p>
<p>â€œTem, tu tambÃ©m, cuidado,â€ sussurrou ao seu ouvido.</p>
<p>Vieram buscÃ¡-lo uma semana depois. Em casa, a meio da noite, tal como ele imaginava que fizessem.</p>
<p>Dois homens chegaram Ã  sua soleira pouco depois das 2h da manhÃ£. Um ficou silenciosamente Ã  porta. O outro era um sorridente, pequeno e irrequieto, com um casaco desportivo com uma nÃ³doa numa lapela e uma bandeira Americana na outra. â€œGreg Lupinski, temos motivos para acreditar que vocÃª estÃ¡ em violaÃ§Ã£o do Acto de Abuso e Fraude com Computadores,â€ disse ele, como apresentaÃ§Ã£o. â€œMais concretamente, de ultrapassar o seu nÃ­vel de acesso e por esses meios ter obtido informaÃ§Ãµes. Dez anos de prisÃ£o para comeÃ§ar. Aquilo que vocÃª e a sua amiga fizeram aos vossos registos do Google Ã© crime. E tudo isso virÃ¡ a pÃºblico durante o julgamentoâ€¦ tudo o que vocÃªs limparam dos vossos perfis.â€</p>
<p>Greg jÃ¡ tinha imaginado esta cena na sua mente durante toda a semana. Tinha planeado todo o tipo de coisas corajosas para dizer. Era algo com que se entretinha enquanto esperava por notÃ­cias da Maya. Ela nunca ligou.</p>
<p>â€œGostaria de falar com um advogado,â€ foi tudo o que conseguiu dizer.</p>
<p>â€œPode fazer isso,â€ disse o homeme pequeno. â€œMas talvez possamos chegar a um acordo mais interessante.â€</p>
<p>Greg encontrou a sua coragem. â€œGostaria de ver o seu distintivo,â€ reclamou.</p>
<p>O rosto bochechudo do homem iluminou-se numa gargalhada.â€Colega, eu nÃ£o sou polÃ­cia,â€ disse. â€œSou um consultor. O Google contratou-me &#8211; a minha firma representa os interesses deles em Washington &#8211; para incentivar relaÃ§Ãµes. Claro que nÃ£o queremos envolver a polÃ­cia sem falarmos consigo primeiro. VocÃª faz parte da famÃ­lia. AliÃ¡s, hÃ¡ uma proposta que gostaria de lhe fazer.â€</p>
<p>Greg virou-se para a mÃ¡quina de fazer cafÃ©, deitando o filtro velho no lixo.</p>
<p>â€œContarei Ã  imprensa,â€ disse.</p>
<p>O homem pensou por um momento. â€œSim, claro. Poderia entrar pelo Chronicle dentro de manhÃ£ e contar tudo. Eles iriam procurar por uma fonte que confirmasse o que lhes dissesse. NÃ£o irÃ£o encontrÃ¡-la. E quando eles tentarem pesquisar por uma, nÃ³s estaremos lÃ¡. Portanto, porque nÃ£o ouves o que tenho para dizer, okay? Estou no negÃ³cio em que ambas as partes ganham sempre. E sou muito bom no que faÃ§o.â€ Fez uma pausa. â€œJÃ¡ agora, esses grÃ£os de cafÃ© sÃ£o excelentes, mas devia limpÃ¡-los primeiro. Tira um pouco do amargo e realÃ§a os Ã³leos. Passa-me um coador?â€</p>
<p>Greg observou enquanto o homem silenciosamente tirou o casaco e o pendurou numa cadeira da cozinha, depois arregaÃ§ou as mangas cuidadosamente, tirando um relÃ³gio digital barato do pulso e colocando-o no bolso. Despejou os grÃ£os do moinho para o coador, e limpou-os na banca.</p>
<p>Ele era bastante pÃ¡lido, com um Ã  vontade de um enegenheiro elÃ©ctrico. Na verdade, parecia um verdadeiro Googler, obcecado pelos pormenores. E via-se que sabia mexer num moinho de cafÃ©.</p>
<p>â€œEstamos a recrutar uma equipa para o EdifÃ­cio 49â€¦â€</p>
<p>â€œNÃ£o existe EdifÃ­cio 49,â€ disse Greg automaticamente-</p>
<p>â€œPois claro,â€ disse o homem sorridente. â€œNÃ£o existe nenhum EdifÃ­cio 49. Mas estamos a preparar uma equipa para melhorar o Googlecleaner. Sabe, o programa da Maya nÃ£o era muito eficiente. EstÃ¡ cheio de bugs. Precisamos de um upgrade. VocÃª seria a pessoa ideal, e nÃ£o interessaria o que vocÃª sabe se estivesse a trabalhar para nÃ³s novamente.â€</p>
<p>â€œInacreditÃ¡vel,â€ disse Greg, rindo-se. â€œSe pensam que vou ajudar-vos a difamar candidatos polÃ­ticos em troca de favores, sÃ£o mais malucos do que eu pensava.â€</p>
<p>â€œGreg,â€ disse o homem, â€œnÃ£o vamos difamar ninguÃ©m. Apenas vamos limpar um pouco as coisas. Para algumas pessoas em especial. Sabes a que me refiro? Todo a gente tem algo um pouco assustador no seu perfil do Google, se analisado atentamente. E a anÃ¡lise atenta Ã© o que estÃ¡ na ordem do dia na polÃ­tica. COncorrer a um cargo Ã© como fazer uma colonoscopia em pÃºblico.â€ Carregou a mÃ¡quina de cafÃ©, e pressionou, o seu rosto em solene concentraÃ§Ã£o. Greg pegou em duas chavenas &#8211; do Google, obviamente &#8211; e entregou-as ao homem.</p>
<p>â€œVamos fazer pelos nossos amigos aquilo que a Maya fez por si. Apenas uma pequena limpeza. Tudo o que queremos Ã© preservar a privacidade. Apenas isso.â€</p>
<p>Greg provou o cafÃ©. â€œE o que acontece aos candidatos que nÃ£o limparem?â€</p>
<p>â€œPois,â€ disse o homem, esboÃ§ando um sorriso forÃ§ado. â€œTem razÃ£o. SerÃ¡ um pouco duro para eles.â€ Procurou np bolso do casaco e tirou vÃ¡rias folhas de papel dobradas.</p>
<p>Ajeitou as folhas e colocou-as na mesa. â€œAqui estÃ¡ uma das pessoas boas que precisa da nossa ajuda.â€ Era uma listagem das pesquisas feitas por um candidato em quem Greg tinha votado nas trÃªs eleiÃ§Ãµes anteriores.</p>
<p>â€œO homem regressa ao seu quarto de hotel depois de um dia brutal de campanha porta-a-porta, e escrever â€˜cÃºs quenteâ€™ na sua barra de pesquisa. Nada de grave, certo? No nosso ponto de vista, impedir que um bom homem como este continue a servir o seu paÃ­s vai contra o espÃ­rito Americano.â€</p>
<p>Greg acenou com a cabeÃ§a vagarosamente.</p>
<p>â€œEntÃ£o, vai ajudar o homem?â€ perguntou..</p>
<p>â€œSim.â€</p>
<p>â€œAinda bem. HÃ¡ sÃ³ mais uma coisa. Precisamos da sua ajuda para encontrar a Maya. Ela nÃ£o percebeu os nossos objectivos, e agora parece ter desaparecido do mapa. Assim que ela nos ouvir, tenho a certeza que nos vai compreender.â€</p>
<p>Ele passou os olhos pela listagem dos resultados do candidato.</p>
<p>â€œAcho que sim,â€ respondeu Greg.</p>
<p>Demorara apenas 11 dias Ãºteis para que o novo Congresso aprovasse o Acto de SeguranÃ§a e EnumeraÃ§Ã£o das ComunicaÃ§Ãµes e Hipertexto, que autorizava o DHS e a NSA (AgÃªncia de SeguranÃ§a Nacional) a contratarem atÃ© 80% do serviÃ§o de inteligÃªncia e anÃ¡lise a empresas privadas.</p>
<p>Teoreticamente, os contratos estavam sujeitos a concursos competitivos, mas dento do EdifÃ­cio 49 do Google, nÃ£o havia nenhuma dÃºvida sobre quem ganharia. Se o Google tivesse gasto $15 biliÃµes num programa para apanhar os criminosos na fronteira, podem crer que os apanhariam-os governos nÃ£o estÃ£o preparados para fazer a pesquisa direita.</p>
<p>Na manhÃ£ seguinte Greg olhava-se a si prÃ³prio cuidadosamente ao barbear (os agentes nÃ£o gostavam do aspecto dos hackers, e nÃ£o tinham qualquer pudor em dizÃª-lo), apercebendo-se que hoje seria o seu primeiro dia como agente ao serviÃ§o do governo dos Estados Unidos. Seria isso assim tÃ£o mau? NÃ£o era melhor ter o Google a fazer isto em vez de um agente parvo do DHS sentado a uma secretÃ¡ria? Pela altura em que estacionou no Googleplex, entre os carros hÃ­bridos e parques de bicicletas, estava convencido. Pensava sobre qual o smoothie orgÃ¢nico que iria encomendar na cantina quando o seu cartÃ£o deu erro ao abrir a porta do EdifÃ­cio 49. O LED vermelho piscava incessantemente de cada vez que ele passava o seu cartÃ£o. Em qualquer outro edifÃ­cio seria fÃ¡cil entrar atrÃ¡s de outro colega, as pessoas entravam e saiam constantemente. Mas no EdifÃ­cio 49 os Googlers apenas saiam para as refeiÃ§Ãµes, e Ã s vezes nem isso.</p>
<p>Passou o cartÃ£o mais uma dÃºzia de vezes. Subitamente ouviu uma voz ao seu lado.</p>
<p>â€œGreg, posso falar consigo, por favor?â€</p>
<p>O homem colocou o seu braÃ§o sobre os ombros de Greg, e este sentiu o cheiro frutado do seu aftershave. Cheirava tal e qual o que o seu instructor de mergulho usava quando saiam Ã  noite para os bares. Greg jÃ¡ nÃ£o se recordava do seu nome. Juan Carlos? Juan Luis?</p>
<p>O abraÃ§o do homem era firme, conduzindo-o para longe da porta, sobre o relvado imaculado, passando o jardim no exterior da cozinha. â€œVamos dar-te uns dias de folga,â€ disse ele.</p>
<p>Greg sentiu uma pontada de ansiedade. â€œPorquÃª?â€ SerÃ¡ que tinha feito algo errada? Iria para a cadeia?</p>
<p>â€œÃ‰ a Maya.â€ O homem virou-se, olhando Greg com um olhar infinito. â€ Ela suicidou-se. Na Guatemala. Lamento muito, Greg.â€</p>
<p>Greg sentiu-se lanÃ§ado no espaÃ§o, para um lugar quilÃ³metros acima da superfÃ­cie, uma vista do Googleplex no Google Earth, onde olhava para si prÃ³prio e para aquele homem como um par de pontos, dois pÃ­xeis, minÃºsculos e insignificantes. Desejou arrancar os seus prÃ³prios cabelos, cair sobre os seus joelhos, e chorar.</p>
<p>Desse lugar muito distante ouviu a sua prÃ³pria voz dizer, â€œNÃ£o preciso de nenhum tempo. Estou bem.â€</p>
<p>Desse lugar muito distante ouvir o homem insistir.</p>
<p>As insistÃªncias prosseguiram durante muito tempo, atÃ© que os dois pÃ­xeis se dirigiram ao EdifÃ­cio 49, e a porta fechou-se atrÃ¡s deles.</p>
<p>- FIM -</p>
<p>____________________________________________________________________________</p>
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ii.Mechanical Rights and Statutory Royalties. Licensor reserves the exclusive right to collect, whether individually or via a music rights agency or designated agent (e.g. Harry Fox Agency), royalties for any phonorecord You create from the Work (â€cover versionâ€<img src="http://www.sedentario.org/wp-includes/images/yahoo/yahoo3.gif" class="wp-smiley" /> and distribute, subject to the compulsory license created by 17 USC Section 115 of the US Copyright Act (or the equivalent in other jurisdictions), if Your distribution of such cover version is primarily intended for or directed toward commercial advantage or private monetary compensation.<br />
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5. Representations, Warranties and Disclaimer<br />
UNLESS OTHERWISE MUTUALLY AGREED TO BY THE PARTIES IN WRITING, LICENSOR OFFERS THE WORK AS-IS AND ONLY TO THE EXTENT OF ANY RIGHTS HELD IN THE LICENSED WORK BY THE LICENSOR. THE LICENSOR MAKES NO REPRESENTATIONS OR WARRANTIES OF ANY KIND CONCERNING THE WORK, EXPRESS, IMPLIED, STATUTORY OR OTHERWISE, INCLUDING, WITHOUT LIMITATION, WARRANTIES OF TITLE, MARKETABILITY, MERCHANTIBILITY, FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE, NONINFRINGEMENT, OR THE ABSENCE OF LATENT OR OTHER DEFECTS, ACCURACY, OR THE PRESENCE OF ABSENCE OF ERRORS, WHETHER OR NOT DISCOVERABLE. SOME JURISDICTIONS DO NOT ALLOW THE EXCLUSION OF IMPLIED WARRANTIES, SO SUCH EXCLUSION MAY NOT APPLY TO YOU.<br />
6. Limitation on Liability. EXCEPT TO THE EXTENT REQUIRED BY APPLICABLE LAW, IN NO EVENT WILL LICENSOR BE LIABLE TO YOU ON ANY LEGAL THEORY FOR ANY SPECIAL, INCIDENTAL, CONSEQUENTIAL, PUNITIVE OR EXEMPLARY DAMAGES ARISING OUT OF THIS LICENSE OR THE USE OF THE WORK, EVEN IF LICENSOR HAS BEEN ADVISED OF THE POSSIBILITY OF SUCH DAMAGES.<br />
7. Termination<br />
a.This License and the rights granted hereunder will terminate automatically upon any breach by You of the terms of this License. Individuals or entities who have received Derivative Works (as defined in Section 1 above) or Collective Works (as defined in Section 1 above) from You under this License, however, will not have their licenses terminated provided such individuals or entities remain in full compliance with those licenses. Sections 1, 2, 5, 6, 7, and 8 will survive any termination of this License.<br />
b.Subject to the above terms and conditions, the license granted here is perpetual (for the duration of the applicable copyright in the Work). Notwithstanding the above, Licensor reserves the right to release the Work under different license terms or to stop distributing the Work at any time; provided, however that any such election will not serve to withdraw this License (or any other license that has been, or is required to be, granted under the terms of this License), and this License will continue in full force and effect unless terminated as stated above.<br />
8. Miscellaneous<br />
a.Each time You distribute or publicly digitally perform the Work (as defined in Section 1 above) or a Collective Work (as defined in Section 1 above), the Licensor offers to the recipient a license to the Work on the same terms and conditions as the license granted to You under this License.<br />
b.Each time You distribute or publicly digitally perform a Derivative Work, Licensor offers to the recipient a license to the original Work on the same terms and conditions as the license granted to You under this License.<br />
c.If any provision of this License is invalid or unenforceable under applicable law, it shall not affect the validity or enforceability of the remainder of the terms of this License, and without further action by the parties to this agreement, such provision shall be reformed to the minimum extent necessary to make such provision valid and enforceable.<br />
d.No term or provision of this License shall be deemed waived and no breach consented to unless such waiver or consent shall be in writing and signed by the party to be charged with such waiver or consent.<br />
e.This License constitutes the entire agreement between the parties with respect to the Work licensed here. There are no understandings, agreements or representations with respect to the Work not specified here. Licensor shall not be bound by any additional provisions that may appear in any communication from You. This License may not be modified without the mutual written agreement of the Licensor and You.<br />
Creative Commons Notice<br />
Creative Commons is not a party to this License, and makes no warranty whatsoever in connection with the Work. Creative Commons will not be liable to You or any party on any legal theory for any damages whatsoever, including without limitation any general, special, incidental or consequential damages arising in connection to this license. Notwithstanding the foregoing two (2) sentences, if Creative Commons has expressly identified itself as the Licensor hereunder, it shall have all rights and obligations of Licensor.<br />
Except for the limited purpose of indicating to the public that the Work is licensed under the CCPL, Creative Commons does not authorize the use by either party of the trademark â€œCreative Commonsâ€ or any related trademark or logo of Creative Commons without the prior written consent of Creative Commons. Any permitted use will be in compliance with Creative Commonsâ€™ then-current trademark usage guidelines, as may be published on its website or otherwise made available upon request from time to time. For the avoidance of doubt, this trademark restriction does not form part of this License.<br />
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